O CoverManager, o sistema de reservas de referência em Espanha, não publica os preços: é preciso pedir uma demonstração para saber quanto custa. É a primeira razão pela qual muitos restaurantes procuram alternativas; a segunda é que a oferta foi pensada para grupos com vários espaços, CRM e equipa de sala. Um bar com 20 mesas acaba muitas vezes a pagar funções que nunca usa.
Este artigo compara 4 formas de gerir reservas pelo que cobram e pelo que fazem contra os no-shows, as faltas de comparência que realmente mexem com o resultado. A comparação refere-se ao mercado espanhol. Os dados de terceiros são os que cada empresa publicava no seu site em outubro de 2026; se algum valor mudou, prevalece o do respetivo site.
O que se paga realmente: mensalidade, comissão por cliente ou ambas
Os sistemas de reservas cobram de 3 formas. Uma mensalidade fixa, que não muda com o número de reservas. Uma comissão por cliente, paga por cada pessoa que chega através de uma aplicação de terceiros. Ou uma combinação: mensalidade pelo software e comissão pelas reservas que o canal traz.
A comissão por cliente é a mais enganadora. Fontes externas publicam valores de 2 a 4 € por cliente nas reservas que entram pela aplicação TheFork. Uma mesa de 4 pessoas que teria reservado por telefone custa assim entre 8 e 16 €, e o cliente já era seu antes de usar a aplicação.
A pior combinação é pagar comissão por clientes habituais. Se a maioria das reservas vem de pessoas que já o conhecem, precisa de um canal próprio, não de uma montra.
CoverManager: o mais abrangente, com preço sob consulta
É a escolha habitual dos restaurantes espanhóis com volume: reservas, lista de espera, CRM, respostas a avaliações com IA e previsão de no-shows. Funciona bem em grupos com vários espaços que querem uma única base de clientes e uma equipa que a utilize.
Antes da demonstração, convém saber 2 coisas. A primeira: em outubro de 2026, a garantia com cartão, a principal medida contra os no-shows, constava apenas do plano Performance, não dos planos de entrada. A segunda vem das avaliações: nos diretórios de software, como numa avaliação do GetApp de julho de 2026, a crítica que mais se repete é o preço pouco claro.
Compensa quando o restaurante faz centenas de reservas por semana e alguém da equipa vai usar o CRM. Se ninguém o abrir, é a mais cara das 4 opções para fazer o mesmo que as outras.
TheFork Manager: visibilidade cobrada por cliente
O TheFork Manager é o software de reservas da aplicação TheFork. O valor não está no programa, mas na montra: clientes novos que o encontram na aplicação, muitas vezes atraídos por um desconto.
As reservas que entram pelo seu próprio widget não pagam a comissão por cliente; as que chegam pela aplicação, sim. Com valores de 2 a 4 € por cliente, um jantar a dois reservado na aplicação custa de 4 a 8 € antes de servir o primeiro prato. Por isso funciona em zonas turísticas e para restaurantes novos que precisam de ser descobertos, mas sai caro num bairro com clientela fixa. As promoções da aplicação têm outro risco: habituar o cliente a não aparecer sem desconto.
Bookline: o telefone atendido por inteligência artificial
O Bookline não é um livro de reservas: é um assistente que atende chamadas e WhatsApp 24 horas por dia em várias línguas e regista a reserva no sistema que já utiliza: CoverManager, TheFork Manager, Zenchef e cerca de 20 outros. Segundo o seu site, trabalha com mais de 1 200 espaços.
Resolve um problema concreto: o telefone que toca a meio do serviço e ninguém atende. Não substitui o sistema de reservas, funciona sobre ele, pelo que o custo se soma ao do outro. Também não pede garantia com cartão, por isso, sozinho, nada faz contra os no-shows.
Reserva a partir da ementa digital: WMenu Pro
A quarta via é colocar a reserva onde o cliente já está a olhar: na ementa digital do restaurante, a mesma que abre a partir do perfil do Google ou do código QR. É assim que funciona o WMenu no plano Pro, com preço em Espanha de 45 € por mês com IVA incluído e sem comissão por reserva nem por cliente.
Inclui reservas com horários que terminam antes do fecho, lista de espera para quem chega sem reservar, garantia com cartão (só é cobrada se o cliente faltar ou cancelar fora do prazo), estatísticas de no-shows dos últimos 30 dias e eventos com pagamento antecipado, como uma prova de vinhos ou o jantar de passagem de ano.
O que não tem também conta. Não há aplicação que traga clientes novos, por isso não substitui o TheFork se vive de quem o descobre por lá. Não há assistente telefónico. E a lotação é controlada por um número de lugares em cada faixa horária, não pela previsão de no-shows dos sistemas maiores.
É indicado para um espaço pequeno ou médio com clientela de bairro, onde as reservas já chegam pelo Google, Instagram ou telefone e falta uma ligação que funcione a qualquer hora e uma forma de travar os no-shows.
Como escolher
| Como cobra | Garantia com cartão | Traz clientes novos | |
|---|---|---|---|
| CoverManager | mensalidade, preço sob consulta | no plano superior | não |
| TheFork Manager | comissão por cliente da aplicação | sim | sim, pela aplicação |
| Bookline | mensalidade, preço sob consulta | não | não |
| WMenu Pro | em Espanha, 45 €/mês com IVA, sem comissão | sim | não |
A pergunta decisiva é de onde vêm hoje as suas reservas. Se mais de metade chega pelo TheFork, é provável que a poupança nas comissões não compense as mesas que deixariam de chegar. Se quase todas são de clientes que já o conhecem, pagar por cliente é pagar por algo que já tinha: um canal próprio com garantia com cartão dá mais resultado por menos dinheiro.
Combinar os dois é habitual e faz sentido: widget próprio para os clientes da casa e aplicação só para captar clientes na época alta.
Perguntas frequentes
É possível mudar de sistema sem perder as reservas futuras?
Sim, mas convém fazê-lo numa semana calma. As reservas já confirmadas no sistema antigo ficam lá até à respetiva data; a ligação no site e no perfil do Google aponta para o novo desde o primeiro dia.
A garantia com cartão afasta os clientes?
Pode travar alguma reserva de última hora, sobretudo num almoço durante a semana. Por isso, convém pedi-la apenas onde os no-shows pesam: no WMenu, ativa-se a partir de um número de clientes ou em datas específicas, como a passagem de ano, com um prazo de cancelamento gratuito que, por predefinição, é de 24 horas.
Preciso de um sistema de reservas se tenho poucas mesas?
Se o telefone basta e não perde mesas por no-shows, não. O sistema começa a compensar quando deixa de atender chamadas em pleno serviço ou quando já sabe o nome de quem deixa as mesas vazias à sexta-feira.
Para ver como funciona a reserva dentro da ementa, consulte a página de reservas online; os preços de todos os planos estão em preços.

