O site de um restaurante serve para falar com os clientes e dar a conhecer o espaço. Nele cabem a ementa, fotografias da sala e avaliações de clientes. Pode também vender comida e bebidas online e juntar um sistema de recompensas, para que quem encomendou uma vez volte a encomendar.
Basta o site aparecer no Google para o restaurante ser encontrado por quem ainda não o conhece.
Se o restaurante ainda não tem site, está a perder grande parte dos potenciais clientes; se também não tem conta no Facebook ou Instagram, a estratégia de marketing tem muito por melhorar.
O que deve estar no site e o que os clientes querem ver
Informações sobre o restaurante
A descrição responde a uma pergunta: em que se distingue dos outros 3 espaços da mesma rua? Se o texto servir para qualquer um deles, não vale a pena escrevê-lo.
Uma estrutura que funciona: 3–4 frases com pelo menos um facto concreto, como o ano de abertura, o nome do chef, a região de origem da cozinha ou o número de lugares. «Cozinha de família desde 2008, 40 lugares, cada pastel feito à mão na casa» diz mais do que um parágrafo sobre paixão e ambiente.
Reutilize o texto na descrição do Perfil da Empresa no Google: tem um limite de 750 caracteres e é lido mais vezes do que o seu site.
Ementa
Os clientes chegam ao site à procura da ementa e dos preços. Tudo o resto está lá para os levar até ela.
A ementa funciona se cumprir 3 condições:
- Ementa completa com preços numa página própria, não num ficheiro para descarregar. Um PDF obriga a ampliar e o Google não associa o conteúdo ao site: veja a alternativa à ementa PDF.
- Fotografias dos 10–15 pratos mais pedidos. Não de todos: numa ementa de 60 pratos, fotografar tudo significa dezenas de megabytes e uma página lenta.
- Alergénios junto de cada prato. Na UE é uma obrigação do Regulamento 1169/2011, não um extra.
A página inicial precisa de 5–6 especialidades e de uma ligação para a ementa completa. Tudo o resto fica na página da ementa.
Fotografias dos pratos
Quanto mais apetitosas forem as fotografias, mais vendem os pratos, desde que correspondam à realidade: o que está na imagem tem de ser o que chega à mesa.
Horário
O cliente quer saber se ainda chega a tempo e em que dias o restaurante abre. Não se esqueça desta informação: nada é pior do que dar com a porta fechada.
Contactos e morada
O número de telefone e a morada são os pontos onde mais se perde um cliente que já tinha decidido visitar o espaço.
- O número como ligação
tel:, não como texto ou imagem. Um toque e a chamada começa. - A morada a abrir o mapa. Quem procura o restaurante às 20:30 quer tocar e seguir caminho.
- O horário em texto, incluindo feriados. Os feriados são o pior dia para falhar esta informação.
Os mesmos dados têm de coincidir, carácter a carácter, com o Perfil da Empresa no Google. «Rua Augusta 8/10» e «R. Augusta, 8-10» são 2 moradas diferentes para o algoritmo, e a discrepância enfraquece a ficha.
Acesso cómodo ao site a partir do telemóvel
Mais de 75% das visitas a sites de restaurantes vêm de telemóveis. A versão móvel não é a secundária: é a principal.
Há 3 limites que convém medir:
- Carregamento em menos de 3 segundos numa ligação móvel. Verifique no PageSpeed Insights, olhando apenas para o separador Mobile. Uma nota abaixo de 50 significa clientes que perde sem dar por isso.
- Imagens com menos de 200–300 KB. A causa habitual de um site de restauração lento são ficheiros de 6–8 MB vindos diretamente do fotógrafo. Use WebP ou AVIF e limite a largura a 1600 px.
- Áreas de toque com pelo menos 44 × 44 px, para serem alcançadas com o polegar.
Quando este conselho não se aplica: se o espaço vive de reservas de grupos e catering, o tráfego de computador pode ser maior. Consulte os seus dados antes de tratar o telemóvel como a única prioridade.
O mais importante no site: encomendas online e entrega
Se vende para levar, o botão de encomendar importa mais do que a galeria de fotografias.
As encomendas por telefone parecem mais baratas até contabilizar o trabalho. Com 40 encomendas diárias e 3 minutos por chamada, são 2 horas de trabalho todos os dias, precisamente quando essa pessoa faz falta na sala. Acrescente os erros de morada que ninguém conta até o estafeta estar à porta do prédio errado.
Há uma segunda razão: as plataformas de entrega cobram 10–35% do valor da encomenda, enquanto o seu próprio canal custa uma subscrição fixa, independentemente da faturação.
Quando não compensa: abaixo de cerca de 5 encomendas para levar por dia, o telefone serve, e o sistema custa mais do que o problema que resolve.
Formas de criar um site
Contratar a criação de um site
Há 2 razões para contratar: precisar de algo fora do padrão ou não ter ninguém internamente para tratar do site. Estes são os intervalos europeus habituais:
| Quem cria | Custo | Prazo |
|---|---|---|
| Profissional independente com modelo | 400–1000 € | 2–4 semanas |
| Pequena agência, design à medida | 1500–4000 € | 6–10 semanas |
| Agência com identidade de marca completa | mais de 5000 € | 3+ meses |
Resolva 4 pontos antes de assinar. Depois, nenhum tem remédio:
- Quem é titular do domínio e do alojamento. Devem estar em seu nome, não no do prestador.
- Se recebe os ficheiros de origem. Sem eles, cada alteração futura volta ao mesmo prestador ou obriga a recomeçar.
- Quem atualiza a ementa e a que preço. Este custo repete-se várias vezes por ano e ultrapassa muitas vezes o do próprio site.
- O preço por hora das alterações após a entrega. 40–80 €/h é normal; não haver preço no contrato é um problema.
O ponto 3 costuma decidir. Um site de 3000 € onde alterar um preço exige enviar um email à agência custa mais a manter do que um de 800 € com uma ementa que pode editar.
Criar o site por conta própria
Criar o site num construtor demora, de forma realista, 2–3 dias de trabalho: um para conteúdos e fotografias, outro para o montar e meio dia para correções. Custo: 50–150 € por ano para o construtor e o domínio.
Precisa de 5 coisas, e só uma é técnica:
- estrutura: o que entra no site e por que ordem,
- aspeto visual: paginação, cores, tipografia,
- conteúdos: textos e fotografias, a parte mais difícil e subestimada,
- compreensão da usabilidade,
- parte técnica: domínio, alojamento, certificado.
Compreender a estrutura do site e o que deve conter
O que deve estar no site, e por que ordem, está descrito no início deste artigo.
Aspeto visual
Veja o que resulta nos sites dos restaurantes concorrentes. Aproveitar boas ideias não tem mal nenhum; copiar tudo à letra é que não compensa.
Conteúdos
Os textos têm de ser seus e bem escritos. Se escrever não é o seu forte, contrate um redator: a qualidade das fotografias e das descrições dos pratos tem um grande impacto nas vendas.
Saber tornar o site fácil de utilizar
A usabilidade é uma disciplina inteira, mas o teste simples cabe numa frase: ponha-se no lugar de quem visita o site e tente responder às perguntas principais. Quanto esforço lhe custa? Encontra o que procura à primeira?
Parte técnica
Este pode ser o ponto mais difícil, sobretudo se escolher programar sem os conhecimentos necessários. Se quiser fazer tudo por si, há várias soluções a considerar.
Programar de raiz
É o processo mais criativo e livre. É também o mais demorado, comparável à confeção de um fato à medida. Para escrever um site ou uma aplicação web não basta conhecer as linguagens de programação: são necessários conhecimentos sólidos de muitos outros aspetos.
Só faz sentido para quem já domina a área.
Criar um site com um CMS
Programar de raiz sai caro e raramente é necessário. O mais comum é partir de uma base pronta, como o WordPress, que tem muitos modelos prontos a usar.
Precisa de saber instalar e configurar o sistema; aqui a programação reduz-se praticamente a zero.
Ficam a compra e a gestão do nome do site (domínio) e do espaço onde será guardado (alojamento).
É um dos métodos mais baratos, mas exige muito tempo e competências.
Desenvolver num construtor de sites
Os construtores de sites ganham na interface simples e na facilidade de personalização. Com modelos prontos e alojamento incluído, até quem nunca fez um site o publica em pouco tempo. Por um pequeno valor adicional, a maioria desbloqueia mais funções.
Um exemplo é o Wix, com funções simples e uma interface intuitiva. É usado com frequência em soluções económicas, mas tem bastantes limitações.
As versões gratuitas têm restrições. O conhecimento e o tempo continuam a ser essenciais para criar um site que não afaste clientes: são necessárias todas as competências referidas acima, exceto as técnicas.

