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10 erros no site de um restaurante que afastam os clientes

04 de janeiro de 2026
O site de um restaurante num telemóvel

Um cliente que chega ao site do seu restaurante tem 3 perguntas em mente: o que há na ementa, quanto custa e se está aberto neste momento. Dá-lhe cerca de 10 segundos para responder, muitas vezes numa esquina, no elétrico ou num carro com amigos à espera de uma decisão.

Se não encontrar a resposta nesse tempo, não lhe enviará um email a perguntar. Voltará aos resultados de pesquisa e clicará no restaurante seguinte. Nunca saberá que esteve ali.

Seguem-se os 10 erros que mais facilmente desperdiçam esses 10 segundos, ordenados pelo que lhe custam. Para cada um: como verificar no seu site e o que alterar.

1. A ementa é um PDF

É o erro mais caro da lista, porque afeta precisamente a informação que o cliente veio procurar.

Um PDF aberto num telemóvel parece uma folha A4 reduzida à largura do ecrã. Para ler os preços, o cliente tem de ampliar, arrastar para a direita, descer e ampliar outra vez. À terceira ronda, fecha o separador.

Há também um problema que não se vê: o Google trata um PDF como um documento separado, não como parte do site. Os pratos, os seus nomes e os preços nunca passam a ser conteúdo da página. Quando alguém pesquisa «pizza em forno a lenha perto do centro histórico», o motor de pesquisa não tem nada a que corresponder.

Como verificar: abra a sua ementa no seu telemóvel, com sinal fraco e usando apenas uma mão. Se precisar de ampliar, não funciona.

O que fazer: a ementa deve ser uma página HTML normal que se percorre com o polegar. Saiba mais na página sobre a alternativa à ementa em PDF.

2. Não há preços na ementa

Os restaurantes escondem os preços por um de 2 motivos: medo de afastar clientes, ou preços que mudam sem que ninguém queira voltar a exportar o ficheiro.

O efeito é o contrário do pretendido. Um cliente que não vê preços presume o pior, muitas vezes 30–40% acima do que realmente cobra. Pior: a ausência de preços é interpretada como «esta página está desatualizada».

O segundo motivo desaparece quando a ementa deixa de ser um ficheiro para carregar. Quando se edita online, alterar um preço demora 15 segundos, em vez de um pedido ao designer.

3. Horários de abertura desatualizados

«Estão abertos agora?» pede uma resposta imediata. Três coisas costumam estragá-la:

  • horários que só existem numa imagem no rodapé, pelo que não se podem selecionar nem ler no telemóvel;
  • ausência de informação sobre feriados e encerramentos: um feriado é o pior dia para errar;
  • divergência entre o site e o Perfil da Empresa no Google, onde 8 em cada 10 pessoas consultam primeiro.

O perfil e o site têm de dizer a mesma coisa.

4. A página demora mais de 3 segundos a carregar

Na restauração, a causa habitual não é o código, são as fotografias. O fotógrafo entrega ficheiros de 6–8 MB, alguém carrega 20 para uma galeria e a página pesa 100 MB. No Wi-Fi do escritório parece rápida. Na rua, com uma barra de rede, demora 15 segundos.

Como verificar: use o PageSpeed Insights. Introduza o endereço do site e consulte apenas o separador Mobile: se a pontuação ficar abaixo de 50, está a perder clientes que nunca conseguirá contar.

O que fazer: as imagens da galeria não devem ultrapassar 200–300 KB. Use WebP ou AVIF em vez de JPG e limite a largura a 1600 px.

5. Um pop-up assim que alguém chega

Um banner de newsletter, um aviso de cookies em ecrã inteiro e uma promoção sobreposta: tudo ao mesmo tempo, antes de o cliente ter visto seja o que for.

No computador fecham-se com um clique. No telemóvel, o X fica muitas vezes fora do ecrã. Não é uma questão de gosto: desde 2017 que o Google desvaloriza páginas móveis com intersticiais intrusivos.

6. Um número de telefone em que não se pode tocar

Um número incorporado numa imagem ou apresentado como texto simples obriga as pessoas a memorizá-lo e a escrevê-lo de novo. Transforme-o numa ligação tel:: um toque e a chamada começa.

O endereço deve abrir o mapa, em vez de ficar apenas escrito. Um cliente que o encontrou às 20:30 quer tocar e seguir caminho, não copiar uma morada para outra aplicação.

7. Não há versão móvel, ou a «versão móvel» é de 2015

Mais de 3 quartos das visitas aos sites de restaurantes vêm de telemóveis. Mesmo assim, ainda se encontram sites pensados para um monitor, com texto a 8 píxeis e botões tão próximos que não se consegue tocar no certo.

Outro sinal de alerta é um endereço que começa por m.: uma abordagem de há 10 anos que hoje significa 2 sites para manter atualizados e o dobro dos problemas na pesquisa.

8. Fotografias de banco de imagens em vez dos seus pratos

Uma salada com uma modelo sorridente ao fundo denuncia que não há nada de real para mostrar. Os clientes reconhecem essas imagens de imediato: já as viram noutros 5 sites.

Fotografias dos seus pratos, tiradas com o telemóvel junto a uma janela, funcionam melhor do que uma sessão profissional de comida alheia. Não precisa de todos: os 10 pratos mais pedidos chegam.

9. Uma ementa que não corresponde à realidade

Um prato saiu da ementa há 6 meses, mas continua no site. Os preços são anteriores a 2 aumentos. A oferta sazonal da primavera passada ainda está na página inicial.

Isto custa duas vezes. O cliente chega à procura de algo que não existe e deixa de acreditar no resto da página, incluindo nos horários que o fizeram atravessar a cidade.

A causa é quase sempre a mesma: para atualizar, é preciso alguém de fora da casa. Quando se consegue corrigir a ementa pelo telemóvel em 2 minutos, o problema desaparece. Tratámos deste tema em atualização sazonal da ementa: tudo o que precisa de saber.

10. Não há um passo seguinte evidente

O cliente leu a ementa e gostou. E agora?

Tem de existir uma única ação principal visível: reservar, pedir ou telefonar. Não 3 botões equivalentes em 3 cores diferentes. Se não aceita reservas, diga-o claramente e explique como funciona na prática («apenas por ordem de chegada; à sexta-feira depois das 19:00 costumamos estar cheios»).

Como corrigir sem refazer o site

8 dos 10 erros acima resumem-se a uma coisa: a ementa. Quando deixa de ser um ficheiro e passa a ser uma página editável pelo telemóvel, desaparecem de uma vez os problemas do PDF, dos preços, da atualização e do peso da página.

Com o WMenu, a ementa tem a sua própria página rápida: os clientes abrem-na sem aplicação, veem preços e fotografias atuais e o restaurante altera o conteúdo no painel em 15–30 segundos. Liga-se ao site existente com uma única ligação: não há nada para reconstruir.

Se ainda não tem site ou o atual já não tem solução, veja a página sobre o site para restaurantes, que reúne ementa, horários e mapa num só lugar. Também pode começar pelos exemplos de menus QR de estabelecimentos reais.

Perguntas frequentes

Tenho de substituir todo o site para corrigir a ementa?

Não. A ementa pode ter um endereço próprio, com ligações a partir do site atual e do Perfil da Empresa no Google. Habitualmente, basta alterar uma ligação.

Uma ementa em PDF é sempre má?

Como única versão, sim. Como complemento a uma página normal da ementa, para quem a quer imprimir, não faz mal.

Quanto deve custar o site de um restaurante?

O intervalo é enorme: de algumas centenas por um modelo a valores de 5 dígitos por um site à medida. Mais importante do que o preço é quem atualizará a ementa e quanto custará cada alteração. Faça as contas na nossa calculadora de poupança.

O que devo corrigir primeiro se só tiver tempo para uma coisa?

A ementa. Os pontos 1, 2 e 9 desta lista são todos sobre a ementa e, juntos, explicam a maior parte dos clientes que perde.

- Ainda não tem menu QR?

- Comece depressa e altere a ementa em minutos. Leia o código QR para abrir uma ementa de exemplo.