Um menu QR põe-se a funcionar numa hora e falha na primeira sexta-feira. Seguem-se os 8 erros mais frequentes, ordenados pelo que custam.
1. O código leva a um PDF
A pior combinação possível: o cliente lê um código e recebe um documento que tem de ampliar com os dedos. Em vez de lhe poupar tempo, acrescentou um passo ao mesmo problema.
O código deve levar a uma página normal que se percorre com o polegar.
2. Um código estático com o endereço incorporado
Um gerador gratuito incorpora o endereço na imagem. Se mudar de sistema ou de endereço, tudo o que já imprimiu (suportes de mesa, autocolantes, encartes) tem de ser reimpresso.
O código deve apontar para um endereço que seja seu. Pormenores em código QR na mesa.
3. Ninguém verificou o sinal na mesa mais afastada
Ao balcão costuma haver sinal, porque fica mais perto da janela. Uma mesa num canto, na cave ou atrás de uma parede grossa pode não ter ligação de dados; com a sala cheia, os próprios clientes absorvem parte do sinal.
Faça o teste com a sala cheia, usando dados móveis, na mesa mais afastada. Não de manhã num espaço vazio. Se a ementa demorar mais de 5 segundos a abrir, o cliente fecha-a.
4. Um código demasiado pequeno ou no sítio errado
Um código pode ser lido a uma distância de cerca de 10 vezes a sua largura. Um quadrado de 2 × 2 cm obriga o cliente a inclinar-se sobre a mesa; 3 × 3 cm funcionam à distância de um braço.
A segunda versão deste erro: o código fica muito bem no centro da mesa, precisamente onde uma travessa vai parar 5 minutos depois.
5. A equipa só descobre no dia do lançamento
Um empregado que não sabe o que mudou vai resolver a situação à sua maneira: trazendo uma ementa em papel. Formalmente, o sistema funciona; na prática, não existe.
Uma conversa de 15 minutos antes do lançamento: o que deixa de fazer parte do trabalho, o que se mantém e o que dizer a um cliente que pede a ementa. E uma conversa franca sobre servir mais mesas com o mesmo número de pessoas, porque a pergunta vai surgir de qualquer maneira.
6. Nenhuma ementa de reserva
Um telemóvel sem bateria, um telefone sem câmara, um cliente que simplesmente não quer. Entre 3 e 6 ementas em papel de reserva resolvem tudo sem discussão, por algumas dezenas de euros.
Uma implementação de «a partir de amanhã, só QR» acaba numa discussão à primeira mesa.
7. A ementa foi carregada uma vez e ficou esquecida
A grande vantagem do menu QR é que mudar a ementa não custa nada. Um estabelecimento que a carregou em março e não lhe tocou durante 7 meses tem os mesmos problemas do papel, só que sem papel.
Faça disto rotina: esgotou um prato, desative-o durante o serviço; o fornecedor subiu o preço, corrija-o no próprio dia.
8. O código está lá, mas ninguém sabe para que serve
Um quadrado sem legenda é confundido com uma de outras 3 coisas: Wi-Fi, um inquérito ou um terminal de pagamento. Uma linha — «Leia o código para ver a ementa» — resolve; com clientes internacionais, acrescente uma segunda linha em inglês.
O mesmo se aplica aos canais fora da sala: a ligação à ementa deve estar no Perfil da Empresa no Google, no site e na biografia das redes sociais. Um código na mesa só serve quem já entrou.
A sequência que funciona
- Verifique o sinal na mesa mais afastada.
- Carregue a ementa num endereço que seja seu.
- Imprima códigos de 3 × 3 cm com legenda, mais 20% de reserva.
- Teste numa única zona da sala durante 3 dias.
- Deixe ementas de reserva e explique à equipa para que serve o sistema.
Como escolher o próprio sistema: 10 perguntas antes de assinar.
Perguntas frequentes
Quanto tempo demora a implementação de um menu QR?
A ementa em si demora 1–2 horas para 60 pratos. O resto é imprimir códigos e preparar a equipa: realisticamente, uma semana, se não tiver pressa de abranger a sala toda.
Tenho de abandonar totalmente as ementas em papel?
Não, e muitas vezes não compensa. Entre 3 e 6 ementas de reserva resolvem todos os casos excecionais por algumas dezenas de euros.
O que faço quando um cliente se recusa a ler o código?
Entregue uma ementa de reserva sem comentários. Um menu QR serve para encurtar o atendimento, não para impor comportamentos.

